Quem somos?

 A história do rádio é marcada por dois momentos de intensos debates acerca de sua existência no
futuro. O primeiro grande debate aconteceu na década de 50. Com o surgimento da televisão, acreditavase
que o rádio iria acabar, já que o novo veículo que nascia, além do som, tinha também imagem. Hoje,
neste início do século XXI, um novo debate toma conta dos profissionais da radiofonia e do meio
acadêmico: a internet vai engolir o rádio? Os novos e modernos formatos em áudio podem ser definidos
como rádio? Os novos gêneros de rádio que surgem na web vão acabar com o modelo tradicional que
todos nós conhecemos? Mídias como rádio, TV e jornal terão existência apenas no computador em um
futuro próximo? Meditsch (2001) explica:
 O rádio de uma era que é chamada de pós-modernidade tem imagens em movimento,
fotografias, hipertextos, links, interação por meio de imagens e não-linearidade. Mas o rádio na
internet continua sendo rádio? Ou é uma nova mídia ainda sem definição? Certamente a
linguagem é o ponto-chave desta discussão. Assim, o problema que se apresenta é a
especificidade lingüística do rádio em um novo suporte, a internet. Um viés para uma nova
definição da radiofonia passa pela configuração das novidades presentes na webradio. Os gêneros
no rádio tradicional possuem uma configuração clara e precisa, já que seu universo é apenas
sonoro. Com a internet, porém, os gêneros conhecidos se reconfiguram, aparecendo de formas
novas na radiofonia. Inclusive, poder-se-ia dizer que um novo conceito de radiodifusão deveria
ser traçado com o advento do rádio na internet

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